Bem Vindos!

"Sejam felizes enquanto estiverem ouvindo a Web Radio Amiga, afinal a musica baileira transmite a alegria dos bailes e o aperto no caração de amores e paixões resolvidas ou não, mas que marcam nossa vidas e que gostamos de viver e reviver."



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

História da música Sertaneja

A música Sertaneja surgiu por volta de 1910.O pioneiro desse movimento foi o jornalista e escritor Cornélio Pires que costumava trazer para os grandes centros os costumes dos caipiras, inicialmente de Piracicaba-SP. Desde encenações teatrais à cantores de estilos como o Catira, etc...Em 1912, Cornélio lançou um livro chamado Musica Caipira, que trazia versos típicos.

No início da década de 20 uma instituição liderada por Mario de Andrade promoveu uma semana para divulgação da arte brasileira, onde pela primeira vez foi montado um grupo intitulado de sertanejo, com instrumentos simples como a viola caipira, misturando alguns ritmos como o Catira, Moda de Viola, Lundu, Cururu, etc...Valorizando ainda mais o trabalho de Cornélio Pires.

O primeiro registro de um grupo de música Sertaneja foi datado de 1924 (A Turma Caipira de Cornélio Pires), formada por violeiros como Caçula e Sorocabinha, e alguns outros tão importantes da época.

Agora o primeiro registro fonográfico do estilo, deu-se em 1929 quando Cornélio Pires desacreditado pela gravadora Columbia resolveu bancar do seu próprio bolso a gravação e edição do primeiro álbum, que em poucos dias de lançamento esgotou-se nas lojas.

Começava daí o interesse pelo estilo por parte das gravadoras.Assim como na música Country americana, uma gravadora que se interessou pela geração desse trabalho foi a RCA-Victor que convidou o violeiro Mandy para montar um outro grupo intitulado Turma Caipira da Victor, nascendo uma concorrência sadia entre os dois grupos e as duas gravadoras.

Já com inúmeros adeptos e crescendo a cada ano mais e mais, no final da década de 20 começou a surgir as primeiras duplas como Mariano e Caçula, Zico e Ferrinho, Sorocabinha e Mandy, na maioria violeiros das turmas do Cornélio e da Victor.

Na década de 30 surge, sem dúvida, uma das mais importantes duplas sertanejas de todos os tempos (Alvarenga e Ranchinho) que além de tudo eram muito alegres e engraçados. Uma curiosidade sobre a dupla é que de tanta "descontração" foram presos pelo governo de Getúlio Vargas.

E muitas outras duplas formaram-se, algumas trazendo a tristeza do sertanejo no peito, outras mostrando o lado alegre do caipira, etc...No ano de 1939 a dupla Raul Torres e Serrinha inovaram introduzindo à música sertaneja o Violão.

Mais para frente Raul Torres e Serrinha inovaram novamente criando o primeiro programa de rádio dedicado a música sertaneja, transmitido pela Record com a participação de José Rielli, o programa chamava-se Três Batutas do Sertão.

Surgiram vários nomes importantes da música sertaneja, e o movimento que até então era apenas do eixo São Paulo-Minas Gerais, passou a se expandir por todo o país, nascendo influências regionais como as do Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco estado de Raul Torres, Mato Grosso, etc...

Hoje em dia para qualquer lado que se olhe existe um representante da música sertaneja, que deixou de ser um tributo aos sentimentos do homem do campo para se tornar sinônimo de cifras e grande espetáculos, onde a última coisa que se ouve é o dedilhar de uma viola tocada pelas mãos calejadas da enxada e o puro sentimento ingênuo dos homens e mulheres dessas regiões.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

HISTÓRIA DA CÚMBIA

Cúmbia é a música típica nacional da Colômbia. De início, surgiu nos guetos das grandes cidades colombianas, sendo que até hoje é uma categoria popular da música. O ritmo se disseminou por todos ou quase todos países falantes do castelhano na América Latina. Atualmente é considerado o ritmo musical mais popular da Argentina e de outros países vizinhos.
A cumbia é um estilo de música tradicional da Colômbia e Panamá, e uma dança popular de distintos países latino-americanos.

Etimologia

A etimologia do vocábulo é muito controvertida, sem dúvida a hipóteses mais amplamente aceita sobre sua origem é que o termo é de origem bantu e deriva de cumbé, ritmo e dança da zona de Mbata, na Guiné Equatorial.

Origem

A Cumbia é um dos principais marcos da expressão africana na América, já que os "fundadores" foram os descendentes de escravos colombianos vindos da África. A palavra cúmbia vem de cumbé, que significa festa. É originaria da parte alta do vale do río Magdalena (Colômbia), da zona geográfica denominada a depressão momposina, e mais precisamente da zona correspondente ao país indígena Pocabuy (incluídas as culturas das sabanas e do Sinú) que esteve conformado pelas atuais populações de El Banco, Guamal, Menchiquejo e San Sebastián no Magdalena, Chiriguaná e Tamalameque no Cesar y Mompós, Chilloa, Chimí e Guatacá no Bolívar.
Os africanos que chegaram como escravos a estas regiões, ao contar a história de seus grupos étnicos e aqueles feitos famosos dignos de guardar na memória, se serviam de certos cantos que distinguiam com o nome de "areítos" que queria dizer, "bailar cantando": Pondo no alto as candeias, levavam o coreo, que era como a lição histórica que, depois de ser ouvida e repetida muitas vezes, ficavam na memória de todos os ouvintes. O centro do círculo era ocupado pelos que davam a lição com o pé do canto e aqueles mais hábeis e peritos no manejo das guacharacas, milhos, tambores e maracas, para entonar com a delicadeza a música daqueles cantares que foram passando, com o tempo, de ser elegiacos a entusiasmar, galantear, querelar e divertir.
A cumbia, estilo musical que transcendeu todas as fronteiras e que deu tantas satisfações à nação Colômbiana dentro e fora de seu território, é madre de muitos ritmos que hoje em dia se conhece, e dos que se podia pensar nada tem a ver com ela: porros, chalupas, bullerengues, chandés, paseos, sones, puyas entre dezenas mais.
A cumbia e o fandango, um de seus derivados, são os únicos ritmos populares que ainda conservam aquele alumbrado, que nos ritmos primitivos a céu aberto não era outra cosa que as luzes que serviam de esplendor às velações.
A cumbia é uma dança e ritmo com conteúdos de três vertentes culturais distintas, a saber: negra, branca (espanhola), e indígena, sendo fruto da larga e intensa miscigenação dada entre estas culturas durante a conquista e colonização das terras americanas. A presença destes elementos culturais se pode apreciar assim:
  • Presença de movimentos sensuais, marcadamente galantes, sedutores, característicos dos ritmos de origem africana.
  • A vestiduras têm claros rasgos espanhóis, muito parecidas às do atual flamenco: Largas polleras, encajes, lantejolas, candongas, etc. E os mesmos tocados de flores e a maquiagem intensa nas mulheres. As vestimentas dos homens, por outro lado, são muito parecidas às usadas no círculo das festas de San Fermín em Pamplona: camisa e calça brancas, um pañolón vermelho anudado ao joelho e sombreiro.
  • Na instrumentação estão os tambores de claro origem africano, as maracas, o guache e os pitos (milho e gaitas) de origem indígena, mientras que os cantos e canções são aporte da poesia espanhola, adaptadas logo.

Formação instrumental

A forma mais autêntica de a cumbia é exclusivamente instrumental, executada e seguida tradicionalmente por o conjunto de tambores: chamador, alegre, tambora, assim como a flauta de milho o as gaitas, macho e hembra, as maracas e el guache. A cumbia cantada é uma adaptação relativamente próxima em que o canto de solistas e coros ou quartetos se alternam à da flauta de milho ou das gaitas. O conjunto de cumbia é uma ulterior evolução do originário conjunto da tambora, estando o conjunto de tambora conformado por o tambor alegre e o chamador e, em alguns casos, pela tambora. É um baile meramente cantado, como o chandé, com suas palmas e coros, junto ao qual logo se somaram os pitos das gaitas ou dos milhos.

Milho (Caña e milho o pito atravesao)

Aerófono, igualmente de origem indígena, flauta traversa de milho, carrizo, lata o bambú, aberta nos seus dos extremos e de uns 25 a 30 cm. de largura e de 1.5 a 2 cm. de diâmetro, normalmente. Tem quatro orifícios situados a uns 1 ou 1,5 cm. entre si e a uns 10 cm. da lengüeta, obtida do corte da caña e que forma a embocadura por a qual entra e sai o estilo mediante emissão e imissão do executante, dotada de um hilo pisado à lengüeta e sostenido pelos dentes para modular o som e produzir o efeito vibrado de os sons agudos, logrando-se os mais graves e nasais ou baixos com o fechar da abertura situada ao extremo mais próximo à embocadura.

Gaita

Instrumento aerófono de origem indígena: flauta direita construída a partir do coração do cardón, com uma formação de cera num de seus extremos de onde se faz uma ranhura e se inserta um apêndice cilíndrico, geralmente a base de uma pluma de pato, a maneira de canal e boquilla, respectivamente, com orifícios variáveis entre 3 e 6 fazia a parte baixa de seu corpo.
Se chama desta forma pela similitude de seu som com o de as gaitas de pico dos espanhóis. É a gaita hembra a que possue toda a força melódica e seu acompanhante, a contra ponto, a gaita macho, imprime una profunda virilidade no tañido de seu lamento.
Um gaiteiro interpreta a gaita macho com uma mão e com a outra, à vez com grande destreza, a maraca, e seus labios só soltam a gaita para cantar. É um instrumento muito importante na região do Caribe por que dá ritmo à cumbia

Tambores: Alegre, chamador e tambora

Instrumentos membranófonos de percussão, de origem africana, que constam de uma caixa de ressonância, geralmente cilíndrica, às vezes algo cônica, e uma ou duas membranas ou parches de couro animal, que cobrem a abertura da caixa.
Para produzir o som o tambor é golpeado geralmente com a mão ou algum objeto, comumente baquetas e também se acostuma percutir a caixa. Nos tambores se distinguem:
  • O chamador, o tambor mais pequeno de todos, também chamado macho, que marca a hipnótica cadencia rítmica, pelo qual é ao único que não se permitem os chamados revuelos ou lujos em sua interpretação.
  • O alegre ou hembra, tambor que juguetea com as notas de as melodias ditadas por os instrumentos líderes neste sentido e que se adorna com complexas e alegres improvisações sobre todo ao final da frase melódica, durante sua execução.
  • A tambora, tambor maior em seu tamanho e único com dois couros, um em cada boca da caixa de ressonância, no qual recai toda a responsabilidade da pronunciación do acento sonoro característico de os estilos tradicionais no acompanhamento de cada peça musical.
Maraca
Voz araucana que nombra aos instrumentos idiófono de origem guaraní, formado por una parte esférica de calabaza seca, em nosso meio geralmente de totumo, com semillas o piedrecillas em seu interior e um mango de palo que atravessa ou se adere ao totumo e lhe serve, às vezes, de sustentação.
Guache
Instrumento rítmico idiófono igual as maracas, e com estas se encarrega do acompanhamento versátil e vivaz das improvisações musicais comandadas pela coqueteria do tambor alegre. É de corpo alargado, geralmente metálico, com estrias ou perfurações e pequenos percutores dentro, como semillas ou piedrecillas e fragmentos de vidro.

Origem

Podemos citar a vários autores sobre o origem da cumbia:
  • Don Tomais Carrasquilla: "os tamboriles e caramilhos seguem e seguem; seguem a Gaita Colombiana, seguem o bombo.... Vem depois 'el perillero', logo a 'gaitera' e outras danças menos complicadas; em fim, esses pais da cumbia".
  • Don Narciso Garay, historiador panamenho: "A palavra Cumbia tem a mesma raiz de Cumbé, ritmo de origem africano registrado pelo dicionário da língua como 'baile de negros'".
  • José Barros: "a cumbia nasceu na Colômbia no país de Pocabuy formado por El Banco, Chiriguaná, Mompox, Tamalameque, Chilloa, Guamal, Chimí, Guataca. Pocabuy era um país indígena que se estendia o todo o largo do río Tucurinca” (atual Magdalena).
  • Guillermo Abadia Morales: "O termo cumbia deve ter relação com o termo antilhano 'cumbancha' que em Cuba significa jolgorio ou parranda. Ambas derivam da voz negra 'cumbé' que teve o significado de dança… a cumbia é una tonada musical mas nunca, canto. Segundo ele, predomina nos departamentos de Bolívar, Atlántico, Sucre, Córdoba e alguma parte do Magdalena".
  • Aquiles Escalante: "A palabra 'cumbia' não é espanhola nem indígena porque não se encontra em nenhum vocabulário da familia Arawak nem Karib e a considera como uma voz africana. Considera Escalante que Kumba era um toponímico e gentilício que foi estendido na África, desde o Norte de Guiné ao Congo".
Assim, a maioria de autores discute sobre o local exato de sua origem, mas há consenso de que é colombiana, nasceu e cresceu na Costa Atlântica, e que procede de negros e ameríndios.

Difusão da cumbia na Colômbia

Quando fazia 1942, a radio bogotana começou a transmitir as estrofes de "…se va o caimán, se va o caimán", as vozes de protesto e indignação não esperavam. Dispostos a não permitir maiores abusos da radiodifusão, os estamentos da sociedade da capital se pronunciaram, encabeçados pelo diário El Siglo, que em um editorial desse mesmo mês protestou aludindo composições “imorais” que estavam propagando-se pelo rádio, entre elas, por suposto, a tonada do Caimán.
Em 1940, o El Heraldo de Barranquilla havia publicado uma correspondência de Plato, Magdalena, com a noticia de que um homem de aquela população se havia convertido em caimán e rondava, chorando, com voz humana, pelas proximidades. A mãe do metamorfoseado chegava até a orelha dos canos e lhe proporcionava alimento. Assim nasceu a história do homem caimán, imortalizada em uma canção pelo compositor José Marìa Peñaranda.
Nos anos quarenta, no interior do país, todavia se cria que a civilização ocidental e os bons costumes começavam e terminavam em Bogotá, e o folclore costeiro parecia "bárbaro e exótico".
Uma investigação realizada em 1949 pelas empresas de discos, demostrou que a alta sociedade preferia o bolero e a guaracha (de Cuba), o blues e o fox (dos Estados Unidos), e o baile do botecito (também de Cuba). A classe média preferia o bolero e a rumba criola, um invento bogotano com reminiscência de pasillo e geralmente tocado com instrumentos de corda. A classe humilde preferia o pasillo e o tango arrabalero, onde abundam as punhaladas, os filhos sem padre, os presídios, as mães que sofrem e os adultérios.
Na costa não se fazia muito caso ao pasillo e ao bambuco. Nas festas, quando a orquestra tocava um pasillo, se advertia que os pares abandonavam a sala de baile; em troca, o pasillo era a música preferida para as serenatas.
Os bailes populares na costa Atlântica são antiqüíssimos, mas só em 1940 chegaram a os salões da boa sociedade. Antes dessa data, se limitavam a povão.
No interior, a apresentação em sociedade da música costeira ocorreu o primeiro de janeiro de 1949, quando a revista Semana entregou a seus leitores um informe especial sobre um tal Lucho Bermúdez. O artigo explicava aos cachacos em que consistia a música costeira e o que era o tal porro, que por aquela época era visto certamente pecaminoso ou, ao menos, impróprio para que as senhoritas o bailassem. Alguns diziam que era “vulgar y bullicioso”, mas quase nada lhe negava sua alegria.
O artigo começava com uma pequena semelhança de Bermúdez e logo se espraiava em um recorrido erudito dos ritmos e instrumentos costenhos: que era uma guacharaca, umas maracas, etc. O escritor do artigo, o escritor Alfonso Fuenmayor, elucubrava no por quê da aficção a uns ritmos que “alborotaban hasta un mismo muerto”.
Desde 1945, o salão de bailes do legendário Hotel Grandeada de Bogotá havia começado a aterrorizar-se com o êxito súbito um músico bolivariense que com sua orquestra ao estilo das “jazz band” norte-americanas, maravilhava com um ritmo que seduzia, mas que, matizado e estilizado para os requerimentos sociais e morais da época, estava destinado a converter-se no ritmo dançante por excelência. O músico, claro está, não era outro que Lucho Bermúdez e o ritmo, indubitavelmente, era o porro pelayero. Graças a Bermúdez e aos porros pelayeros estilizados, a música costeiraa pôde ficar e fincar raízes no interior do país.
A sua impensada epopéia, lhe seguiram outros músicos e compositores como Alex Tovar (o autor de “Pachito Eché”, êxito taquillero do Natal de 1949), o barranquillero Luis Carlos Meyer (quem levou o porro ao México), Daniel Lemaitre (o autor de “Sebastian, rómpete el cuero”) e, antes de tudo, um desconhecido músico cienaguero chamado Guillermo de Jesùs Buitrago Enrìquez, quem acabou por popularizar os ritmos costeiros no país.
Como anécdota importante, tem que ressaltar que Buitrago foi a primeira estrela da música vallenata e o primeiro a gravar um disco totalmente na Colômbia, o 12 de março de 1945, nos antigos estúdios das emissoras Fuentes, na rua da universidade, em Cartagena. Foi um 78 r.p.m. que incluía, por um lado “As mulheres a mí no me quieren“ e, por outro, “Compae Heliodoro”, dedicada a seu amigo Heliodoro Eguis Miranda.

Época de ouro

A meados dos anos cinqüenta, a música costeira já era assunto conhecido e não despertava nem as incendiárias polêmicas morais de uma década atrás nem os conseqüentes epítetos de "bárbara" ou "decadente".
Estes anos, precisamente, podem ser considerados, como os da época de ouro da música Colombiana; pelo menos, no que concerne ao caribe ou antilhano. Esta época verá surgir com toda intensidade o merecumbé de Pacho Galán, o porro ao estilo de Pedro Laza e seus pelayeros ou a orquesta Sonolux, os porros de Lucho Bermúdez, as gaitas de Edmundo Arias e, especialmente, o vallenato em guitarra ou acordeón, interpretado por “Los alegres Vallenatos” (“Pomponio”, “El aguacero”, etc) e Bovea e seus vallenatos (“A casa en el estilo”, “Mi maye”).
Paralelamente a estes e outros músicos de grande valia, surgiram figuras como Aníbal Velásquez, Alfredo Gutiérrez, Lisandro Meza, e Noel Petro, quem — cada um a sua maneira— consolidaram esse processo iniciado com Bermúdez. No fim dos anos cinqüenta e começo dos sessenta, a música tropical Colombiana se havia estendido a todo o mundo.
Nos anos sessenta, apareceram conjuntos como “Los Corraleros de Majagual”, “Los Teen Agers”, “Los bobby Soxers”, “Los golden boys”, “Los graduados”, “Los Black Star” e “Los hispanos”, que marcaram uma etapa de transição fazia uma música quizás algo decadente. É o que Andrés Caycedo denominou “el chucu chucu”.
Cinqüenta anos depois, muitos críticos consideram que a música Colombiana se estancou; que se rendeu a fórmulas comerciais e que seu valor folclórico e raizal têm desaparecido frente à penetração de ritmos como o merengue dominicano, o rap e a salsa nova-iorquina. Isso pode ser certo. Mas não há dúvida de que muitas orquestras tentam resgatar essa velha época de oro: seja em fusão ou em versões adaptadas, intérpretes como Carlos Vives, Moisés Angulo, Los Tupamaros, Los 8 de Colômbia e Perla Colombiana este último grupo de México estão nesse trabalho.

Tipos de cumbia

Na região do Caribe há grande variedade de instrumentos que representam a cumbia clássica e a cumbia moderna.

Cumbia clássica

A cumbia clássica consta de instrumentos como a kuisi sigí (gaita macho), a kuisi bunzí (gaita hembra) e uma maraca (taní) acompanhadas algumas vezes das suaras (idênticas às gaitas anteriores). Se trata de um estilo zambo que está formado por uma melodia indígena e um ritmo de tambores negros, esta nunca se canta, só dança e toque instrumental.

Cumbia moderna

Na cumbia moderna se encontram instrumentos como a cana de milho, a guacha, as maracas, o tambor chamador, o tambor alegre e tambora ou bombo, todos estes instrumentos típicos do Caribe. Existem variantes da cumbia cantada como o bullerengue, mapalé, os porros e a saloma y malla.

Cumbiamba

Muitos de estes autores em seus escritos fazem diferenciação entre cumbia e cumbiamba ou também dizem que os negros que chegaram de África para ser escravizados trouxeram consigo suas danças e tonadas especiais, a medida que passava o tempo, aprenderam castelhano e começaram a cantar neste idioma. Atualmente próximo dos rios Colombianos donde se instalaram os africanos em seu momento ressoam o currulao e o mapalé e se baila cumbia ou cumbiamba. "Segundo testemunhos escritos são duas as diferenças principais que existem entre a cumbia e a cumbiamba: a cumbia se toca com banda, e as bailarinas levam velas ou chás nas mãos. A cumbiamba se baila com acordeón e flauta de milho e sem velas", de "Cumbia eres muito bonita".
Ao parecer, a diferencia mais notória são os implementos utilizados em o rito de baile e de a instrumentação manejada.
Existe também uma função para cada uno de os integrantes de a banda:
  • O músico principal é o gaitero quem toca a gaita hembra.
  • O segundo músico é o tamborero quem toca o tambor alegre.
  • O terceiro músico é o da tambora ou bombo o qual se toca com baquetas.
  • O quarto músico é o chamador.
  • O quinto músico é o maraquero quem acompanha com outra flauta o gaita macho.
  • O último é o guachero opcional.

Intérpretes e difusores

A primeira cumbia gravada para comercializar, em 1950, era executada com cana de milho e tamboras.
Em 1953, se lança "flamenco" una cumbia composta por Soledeño Efraín Mejia. No início de 1955, aparece o conjunto típico Cumbia de Juan Corralito, o qual grava em um disco por lado e lado uma cumbia e a “puya arranca pellejo”. Neste mesmo tempo, surgiu a cumbia de Antonio Lucia Pacheco, quem gravou a peça musical de “Once de Noviembre". No inicio dos anos 50, o maestro Lucho Bermúdez havia lançado "Dança Negra", una cumbia cantada por Matilde Diaz. Também se chamou a "cumbia Colombiana".
As cumbias têm tido grande impacto nacional e internacional, já que tem sido cantadas e orquestradas: contrário à verdadeira e autêntica execução como é a que corresponde a os grupos de milleros e de tambores. Os principais grupos que difundem cumbia são:
Juan Jiménez "guayaspa" foi o compositor da cumbia cienaguera, no fim de 1951, a qual deu a volta ao mundo.
Por esta razão cada vez que no exterior se fala de música colombiana é lógico falar de cumbia, devido à difusão que logrou com a apresentação ao planeta inteiro desta cumbia cienaguera.
Nas décadas de 70 e 80, o músico mexicano Rigo Tovar fundiu cumbia com música rock combinando os elementos e usando guitarras elétricas, bateria eléctrica, sintetizadores, efeitos de sample e melodia de rock com cumbia tradicional mexicana. Esta fusão agora é chamada "cumbia-rock".
Outra cumbia de repercussão mais recente foi a famosa "pollera colorá" , de Wilson Chopereana. Ademais desta, podemos encontrar "a cumbia sobre o mar", dedicada a Martha Ligia Restrepo, reina de a beleza colombiana e a continuação se inserta o texto literário “Yo me llamo cumbia” de Mario Gareña.

Deformações

A cumbia tem sido através do tempo, o ritmo e dança característica de Colômbia, pelo qual grande quantidade de pessoas tem dedicado até sua vida inteira para melhorar e preservar esta bela dança. Na Colômbia é variada a gama de executantes que hoje em dia se inclinaram por seguir cuidando e protegendo este fabuloso ritmo. Os verdadeiros intérpretes de a cumbia são os grupos que reúnem as condições básicas e autênticas para a execução deste ritmo. Estes grupos datam de princípios de séculos e se difundiram por toda a sub-zona magdalenense com o passar do tempo. Alguns grandes grupos de cumbia são La Sonora Dinamita, La Sonora de Margarita, la Sonora Skandalo e recentemente La Sonora Klandstina.
Em 1950, foi gravada no México a cumbia cienaguera, a primeira cúmbia gravada fora da Colômbia, na voz do cantor colombiano Luis Carlos Meyer Castandet, falecido em 1997 e nascido em Barranquilla. Meyer havia emigrado a México no começo dos anos quarenta, depois de haver gravado em Bogotá com vários grupos locais. Na Cidade de México fez contato com um dos mais importantes diretores de orquestra dali, Rafael de Paz (falecido em 1995). Com a gravação em 1944 da famosíssima "Micaela", e logo outros sucessos, tais como "Mi gallo tuerto", "Caprichito", "Nochebuena", etc. Graças a seu êxito, a cumbia e o porro colombianos começam a popularizar-se no México; no sul do continente (Argentina, Chile, Peru, etc.) a cumbia e o porro foram ritmos introduzidos por Lucho Bermúdez, quem em 1946 grava para a RCA Víctor argentina 60 composições suas com músicos emprestados por Eduardo Armani e Eugenio Nobile. No começo dos anos sessenta, o grupo de Bovea y sus vallenatos, que emigrou de Colômbia, termina de popularizar a cumbia na Argentina.
O conjunto Los Wawanco, formado em 1955 por jovens universitários de distintos países de América, entre eles seu líder Mario Castellón, de Costa Rica, continua ativo na Argentina, tendo gravado 87 discos com composições de grande popularidade como "La Burrita", "Santa Marta", "La cosecha de mulheres", "Se va el caimán", etc.
Nos anos sessenta, grupos tais como os Corraleros de Majagual, Los Hispanos, Los Graduados, levam os ritmos colombianos ao México, Venezuela, Peru, entre outros.
Alguns dos principais artistas da cúmbia atualmente são o colombiano Yerba Brava, o argentino Amar Azul, o peruano Grupo Néctar e também o argentino Kumbia Kings.

Países onde a música é mais difundida

Tipos de Cumbia

FONTE - Wikipédia

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Musical Sangue Latino


Lá pelos anos 70. Dois amigos e um violão. Talvez tenha sido por aí o início de um sonho: montar uma banda.

Jorge Strapasson e Flávio Dalcin.

Lá pelos anos 70. Dois amigos e um violão. Talvez tenha sido por aí o início de um sonho. Montar uma banda.

Ou uma dupla sertaneja?
Em 1979: Os Pararraios


2º Lugar no FEMUSIC (Festival Estadual de Música - Horizontina-RS)

Outros caminhos, rumos diferentes. Mais tarde um reencontro. Musical AZ Seis, em 1980.

Em pé da esquerda p/direita: Ildo Paiano, Florentino Weber, Orécio Lenhardt, Irineu Garlet e Flávio Dalcin.
Sentados da esquerda p/direita: Almerindo Almeida,Fernando Mattes, Devanir Dotto e Jorge Strapasson.

Depois os caminhos foram outros. Mas, em 1989 a realização do sonho:



03 de Maio de 1989

No mesmo mês e ano foi gravado o 1º LP "Tantas Canções". Um sucesso. Até hoje se ouve rodar nas emissoras de rádio.
O primeiro baile do grupo, foi realizado no dia 16 de junho de 1989, e teve como palco o Ginásio de Esportes da Vila São

Francisco da cidade de Três de Maio, RS.
Desde o início o grupo vem atuando nos três estados do sul, ou seja Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com maior destaque no norte e Litoral Catarinense.

"Mostardinha" o primeiro ônibus.

Em 1990 conquistou o troféu "Águia de Ouro" pela Game Corporation Limited, na cidade de Joinville SC, por ser considerado o melhor conjunto de baile no ano.
Em 1995 conquistou o troféu de melhor banda de carnaval de salão no Clube Cassino na cidade de Itaqui, RS.

Carnaval em Três de Maio - RS.

O grupo também conta com apresentações nos países vizinhos: Argentina e Paraguai.

Músicos que já fizeram parte do grupo: Adelar Ludwig, Airton Ludwig, Jorge Feix, Marino Sausen, Daniel Capellari, Paulo Ziemann, Amarildo Vicente (Raí), Everson Melo, Alberto Borchate, Mário Maldanner, Marcos Eichelberger (Marcos Eliase), Claiton Abel, Jair Hosel, Paulo Karac, Vilson Lopes e Jeovane dos Santos..

Músicos Eventuais: Ireno Eichelberger, Jair Ferretti, Suziane Teske, Onei Santos (Zabota).

Formação Atual: Márcio Ristof, Dilson de Moura, Kennedy Ferreira, Jaime Rogoy, Camilo Chiumento, Tonico e Márcio Paim.

Alguns sucessos que marcaram: Tantas Canções, Meu Amor Me Disse, Deixei Minha Terra, Perdoa, Lambada do Pacote, Tantas Mentiras, Senhorita, A Rosquinha do Alemão, Coração Dividido, Fiz Tudo Por Ela, Ponto Final, No Baile, Aquilo Roxo, Minha Namorada, Mais que Amiga, Doce Companhia, Brincadeiras de Amor, Ela Só Quer Nhá-Nhá, Mentira, Eu Te Amo Meu Brasil, Entertido no Caquedo, Tchaca-Tchaca na Butchaca, Boa de Cozinha, Coração Aventureiro, Amigos Rivais, Roupa Suja Se Lava Em Casa, O Coração Não Disse Adeus, entre outras.








Fone/Fax: 55 3535-2193 | Celular: 55 9165-2244
E-mail: sanguelatino@sanguelatino.com.br
Caixa Postal: 35 | Cep: 98910-000
Três de Maio - RS

Banda Alma Latina


A BANDA ALMA LATINA começou em fevereiro de 2000, com simplicidade e muita dedicação, animando bailes e festas pela região.

O 1º CD foi gravado em 2000 com o sucesso TÔ FALIDO, TÔ QUEBRADO. Aos poucos a banda foi se destacando, sendo muito requisitada para animar bailes e festivais.

O 2º CD teve várias músicas tocadas nas rádios, entre elas AMIGO ADOLFO. Já no 3º CD foram vários sucessos, que abriram muitos caminhos para a Banda, entre eles estão OLHOS VERDES, MOLEQUE PERALTA e SÓ UM BEIJO, sendo esta uma das músicas mais tocadas em todas as rádios do Sul do Brasil.

O 4º CD foi lançado em janeiro de 2008, também com muito sucesso, sendo que as rádios tocaram muito a música de trabalho: Procurando Você.

O 5º CD foi lançado em 2009, motivo de muita alegria para a banda, com vários sucessos tocados nas rádios de toda a região.

Atualmente, a Banda Alma Latina prepara-se para o lançamento do seu 6º CD, o qual vem sendo trabalhado com muito carinho e dedicação, por toda a equipe. Em breve será lançado oficialmente.

A banda também conta com uma das melhores estruturas de som, luzes, palco e ônibus. Com uma média de 16 shows por mês é considerada uma das melhores bandas do Sul do Brasil.

Por onde a banda se apresenta é digna de elogios pelo contratante e pelo público, geralmente retorna aos mesmos locais para novas apresentações. O sucesso deve-se principalmente aos fãs da banda e ao profissionalismo de toda a família Alma Latina.

DISCOGRAFIA:

NÃO QUERO MAIS VOCÊ - VOL. 05
1 . Não Quero Mais Você (José Roberto)
2 . Pelo Telefone (Elizangela Abel)
3 . Meu Segredo (Paulino)
4 . Bateu Saudade (Jorge Luiz Feix)
5 . Gosto Dela e Daí (Adilço Andreata)
6 . Camisa Manchada (D.R.)
7 . Vou Fazer Ela Feliz (Cleverson)
8 . Ligado em Você (Paulino)
9 . Minininha Meu Amor (D.R.)
10 . Você Caiu do Céu (Paulino)
11 . Meu Ex-Amor (D.R.)
12 . Nunca Mais (Elizangela Abel)
13 . Foi 1ª Vez (D.R.)
14 . Tô Falando Sério (D.R.)
15 . Festa do Chopp - INSTRUMENTAL (D.R.)
16 . As Bandas Estão Voltando - INSTRUMENTAL (D.R.)
17 . Viva a Banda - INSTRUMENTAL (D.R.)

PROCURANDO VOCÊ - VOL. 04
1 . Procurando Você (Jorge Luiz Feix)
2 . Nóis Não Dá Mole (Paulino)
3 . Sozinho Apaixonado (Juliano e Cleomir)
4 . Só Quer Judiar (Joares)
5 . Amor Eterno (Paulino)
6 . Amar Alguém (Jorge Luiz Feix e Junior)
7 . O Bicho Vai Pegar (Joares e Macedo)
8 . Menina da Alma Latina (Anilson Spricigo)
9 . Menina Lisa (Elias Marques)
10 . Sem Essa Mulher (Elias Marques)
11 . Me Liga (Juliano e Antônio)
12 . Vizinha Gostosa (Jorge Luiz Feix)
13 . Amor Por Telefone (Elias Marques)
14 . Viva a Banda (Direitos Reservados)
15 . Olhos Verdes - AO VIVO (Jorge Luiz Feix)

OLHOS VERDES - VOL. 03
1 . De Cabeça Pra Baixo (Jorge Luiz Feix)
2 . Só Um Beijo (Elias Marques)
3 . Louca Paixão (Jorge Luiz Feix)
4 . Amor ou Saudade (Elias Marques)
5 . Minha Jornada (Jorge Luiz Feix)
6 . Moleque Peralta (Darci Rossi/Marciano/João Mineiro)
7 . Olhos Verdes (Jorge Luiz Feix)
8 . Licor com Bombom (Joarez Porto Pereira)
9 . Festa do Choop - INSTRUMENTAL (D.P.)
10 . Viagem Sofrida - (Jorge Luiz Feix - Música Incidental - Jambalaia)
11 . Morena Linda (Joarez Porto Pereira)
12 . Teu Brinquedo (Elias Marques)
13 . Vai Baixar o Pau (Jorge Luiz Feix)
14 . As Bandas Estão Voltando - INSTRUMENTAL (D.P.)

O AMIGO ADOLFO - VOL. 02
1 . Saudade Dela (Jorge Luiz Feix)
2 . Baila Comigo (Elias Marques)
3 . O Amigo Adolfo (Jorque Luiz Feix)
4 . Doidinho Pra Te Amar (Adelar L. Tusset/Rugiero Sacolotto)
5 . Bota Pra Mexer (Jorge Luiz Feix)
6 . Molhar o Bico (Elias Marques)
7 . Beijinho Doce (Nhô Pai)
8 . O Lobão (Elias Marques)
9 . Liga pra Mim (Jorge Luiz Feix/Claiton Abel)
10 . Rosto Triste (Reny de Oliveira)
11 . O Véio Tá no Vinho (Elias Marques)
12 . Encontro de Amor (Jorge Luiz Feix)

TÔ FALIDO, TÔ QUEBRADO - VOL. 01
1 . Distância Maldita (Jorge Luiz Feix)
2 . Tô sem Comida (Anilson Spricigo)
3 . Bateu Saudade (Charles Brackmann/Jorge Luiz Feix)
4 . Beijada Por Mim (Claiton Abel)
5 . Segura a Minha Sogra (Anilson Spricigo)
6 . Fofoqueira (Elias Marques)
7 . Vai Ter Bailão (Marcos Marcelo Becker/Jorge Luiz Feix)
8 . Preciso de Você (Claiton Abel)
9 . Chega de Saudade (Jorge Luiz Feix)
10 . Tô Falido, Tô Quebrado (Jorge Luiz Feix)
11 . Dance Comigo (Elias Marques)
12 . Amor e Paixão (Claiton Abel/Jorge Luiz Feix)
13 . Minhas Canções - POUT-POURRI (Jorge Luiz Feix)



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